segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Muito Mais Braga...

As eleições autárquicas aproximam-se e o Partido Socialista anunciou esta semana o seu slogan.
Slogan este que retrata a verdadeira e actual Braga, que os bracarenses têm e arriscam a ter: muito mais do mesmo.
É indispensável saber fazer crescer uma cidade em função da sua população e das suas necessidades.
Se no passado Braga era a cidade mais jovem, com futuro, tradição, história, com qualidade de vida, tudo isso está a tornar-se em “extinção”!
Não é possível querer ter uma cidade jovem quando temos escassos espaços verdes e de lazer como o Bom Jesus e o Jardim de Santa Bárbara (apenas os existentes antes do reinado mesquitista), não é com canteiros que se devolve os espaços de lazer e muito menos os espaços verdes, já para não falar da extinta Bracalândia que trazia à nossa cidade inúmeros turistas e crianças.
O comércio tradicional desapareceu, dando lugar às enormes e exageradas zonas comerciais e shopping’s.
O belo centro histórico de Braga está a desmoronar-se, velho, a cair, não havendo medidas para a requalificação das habitações, o que torna o nosso centro histórico degradante, oferecendo aos bracarenses betão, betão e mais betão.
Braga cresceu mal, muito mal, pois não cresceu em função da população, mas em função dos interesses, que se sobrepuseram a tudo o resto.
Como estarão todos estes mamarrachos dentro de dez/vinte anos?
Como será possível assegurar a manutenção dos edifícios?
Haverá condomínios que aguentem?
A Câmara de Braga tem défice de pensamento, pois apenas se pensa após as decisões estarem tomadas, não pensando no dia de amanhã, pensando apenas no hoje...
Uma família que agora não tem um parque de diversões e queira assistir a um espectáculo no Theatro Circo, dificilmente conseguirá, pois financeiramente é complicado levar toda uma família, sobretudo se for caso de famílias numerosas – não existem ajudas, parcerias para levar as pessoas a este tipo de locais.
O desporto em Braga apenas é visto no âmbito do futebol (para tal, basta ver as ajudas e as inaugurações de sintéticos), quando outras várias modalidades mereciam ajudas e serem motivadas para projectar Braga.
Braga, actualmente, é vista como uma cidade mal ordenada, a “cidade do betão”.
Apenas o futebol e o Instituto de Nanotecnologia recém inaugurado, quando ainda falta muita obra,dão projecção para o país.
Este parece um ano em quatro como se a legislatura do Eng.º Mesquita Machado não tivesse sido de quatro anos, mas de um!
Que muito mais terá esta candidatura a oferecer a Braga?
“Muito mais” obras megalomenas e às prestações, recheadas de emendas a pagar nas próximas dezenas de anos?
Querer fazer novas obras no Estádio AXA para receber o Mundial fazendo do futebol a única modalidade da cidade e projectando Braga apenas desta forma, endividando ainda mais os bracarenses?
Muitos mais “tachos”?
Muito mais betão?
Muito mais interesses?
Muito mais de inaugurações (muitas inacabadas) em ano de eleições para “tapar” os olhos aos bracarenses?
Tentando recuperar o mandato já perdido, sabendo desde logo que depressa e bem há pouco quem...
Muito, muito mais do mesmo?
Não, obrigado!
Em Braga, há duas candidaturas que decidirão o futuro da cidade: – a do Eng.º Mesquita Machado que oferece muito mais do mesmo: arrogância(basta, por exemplo, assistir às assembleias municipais), cansaço, interesses, desorientação e muita polémica – uma candidatura dos anossetenta;
ou a candidatura do Dr. Ricardo Rio, uma candidatura com um novo rosto, uma equipa renovada, cheia de vontade e ambição de dar tudo por Braga, com projecto para uma Braga apetecível e com projecção nacional em prol dos bracarenses,tentando corrigir o que está de muito mau na cidade, renovando e devolvendo a cidade à sua, população, e assim ser um executivo credível junto dos bracarenses e do país…
Estes são apenas alguns motivos do “não” a uma candidatura vazia de Mesquita Machado, que tem prejudicado Braga e a sua população nos últimos anos, não devendo os bracarenses adormecer perante tais atentados consecutivos à nossa cidade, que merece muito melhor!
Eu não quero mais do mesmo. E o leitor?

Nenhum comentário: